You’re living on borrowed time

Sabe aquele ”sei lá” que ultimamente não sai mais de seu vocabulário diário? Então, sabemos que escondido nestas duas palavras estão milhares de sentimentos ocultos, pensamentos obscuros, vontades oprimidas que no momento você não se sente motivado para falar ou você não se sente bem comentando sobre eles ou quem sabe apenas ninguém consegue te acolher de tal maneira para que você fale sobre o que está por trás deste enigmático ”sei lá” e é muito mais fácil você colocar um sorriso no rosto quando te perguntam se tudo está bem, quando perguntam o que aconteceu, o porque de você estar tão distante e apenas responder ”sei lá” e continuar vivendo com tudo lá dentro, mas é bom guardarmos tudo isto apenas para nós? Para falar a verdade eu realmente não sei, mas acredito que você deve sim retirar tudo o que está guardado e desabafar para alguém, porém, um alguém que se preocupe de verdade com você, hoje em dia a coisa mais fácil de se encontrar no mundo são ”falsos cuidadosos”, ”falsos amigos” que apenas dizem se importar para quem sabe conseguir algo que você poderá dar a ele, portanto cuidado, após isso, quando você achar alguém que se importe de verdade você poderá abusar e falar absolutamente tudo o que está a tempos preso, fale sem parar, sem pausas se for preciso, tire tudo, não deixe nenhuma palavrinha lá dentro, você verá que no final se sentirá muito melhor, como se tivesse tomado um banho em que lavasse seu interior e agora você está novo, limpo, pronto para mais sentimentos, vontades, pensamentos…

– Giovanna Melo

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Grab a cup of coffee

Ficou sentado esperando seu café esfriar para que assim pudesse dar aquele primeiro gole, aquele gole que faz com que todos os pensamentos mais recentes se alinhem, aqueles pensamentos pertinentes que estão a um bom tempo gritando em sua mente agora assombrada de tantas palavras atinentes, como se as palavras pudessem sufocar, como se as palavras pudessem transtornar, para ele elas conseguiam, as palavras conseguiam, segurou a xícara de café para dar o tão esperado primeiro gole, surpreso, ainda estava quente, sua língua fervia, assim como seus pensamentos, porém um fervilhamento em sua mente que consegue transformar as palavras ainda líquidas em vapor, fazendo-as irem embora, como ele adorava o primeiro gole de café…

– Giovanna Melo