Catching the Dream

Perseguindo sonhos e ao mesmo tempo sendo perseguida por eles, de dia, de noite, não importa o horário, o tempo, a circunstância, ele está ao meu redor, invadindo minha mente, como um desejo que ainda não foi suprido, mas que há de ser, assim espero, por ser algo mútuo minhas esperanças aumentam, ok, sei que não é muito bom alimentar tanto a esperança, por isso mesmo faço apenas de tempos em tempos, apenas quando a coragem resolve dar uma passadinha, ao ir embora as vezes tento alcança-la para  quem sabe me ajudar ainda mais, tornar realidade o que eu mais quero, o que eu mais preciso nesse momento.

– Giovanna Melo

My appreciation

Instantaneamente tudo se inverteu, seus sentimentos, sua forma de pensar em relação a certas coisas, sua forma de agir, sua vida, não soube explicar porque aconteceu, mas ficou agradecida por ter ocorrido, estava realmente muito grata por terem deixado as coisas mais claras, mais nítidas e com cores mais vibrantes, uma alegria em respirar, sentir, viver.

Tudo era agradável, Marcela acordava já com a ideia fixa de ‘’bom dia’’ e executava o ‘’bom’’ com maestria, ela era daquelas meninas positivas, com boa energia, sempre via coisas boas, podem achá-la sonhadora demais, pouco realista, mas não ligava, se isso a fazia sorrir então tudo estava certo, porém ela confessa que essa inversão que ocorreu teve um porque, uma razão não descoberta, mas que estava ali, escondida, ainda não revelada. Sabia que isso era para ter ocorrido, pois sua positividade estava ficando esgotada, estava se sentindo mal, como se tudo o que ela mantinha e seguia a deixasse na mão, não aguentava mais, colocava em prática o ‘’bom’’ de seu ‘’bom dia’’ mas não funcionava mais, e por isso ela agradece a razão ter aparecido e ter acendido novamente sua positividade, voltou a ser aquela menina, pensou e acreditou, pois o que é nosso ninguém toca, ninguém tira, podem conseguir retirar parcela, mas nunca tudo, sua força não deixará, seus princípios são maiores e muito mais fortes.

– Giovanna Melo

Don’t stop dancing

Filtre as coisas negativas da vida, não se importe com o que pensam de você, simplesmente viva, aproveite sua juventude, pois quando você envelhecer vai sentir saudade desta época, aproveite sua vida, portanto não tire esse seu sorriso lindo do rosto, esse sorriso que consegue abrir portas e até conseguem deixar pessoas mais felizes, faça escolhas, você sempre têm uma opção melhor, então pare e considere todas as opções possíveis, mas não se esqueça, tudo o que você escolher têm 50% de não funcionar, tudo pode dar certo, mas também pode dar errado, então não fique encanado com algo, deixe as coisas acontecerem a seu tempo, não acelere, apenas aproveite o momento, a vida é maravilhosa e misteriosa ao mesmo tempo, vamos descobri-la? Faça algo desafiador todo dia, no final, você ficará realizado, e esse sentimento é um dos melhores, experiência própria. Sinta, sonhe, pule, cante, sorria, grite, aproveite cada minuto, segundo, milésimo, no final você vai ver que sua vida foi boa, e sabe quem a tornou assim? VOCÊ!

– Giovanna Melo

Cause maybe theres another way

Preciso lhe fazer certa pergunta: Quando a solidão vem chegando de fininho, não avisa a ninguém e toma conta de seu corpo sem nem ao menos você notar que junto com ela veio a saudade, que por sua vez fez questão de expulsar o ânimo, me diga, quem você procura nessas horas? Há aquele certo alguém que saiba enxotar a solidão que está de mãos dadas com a sua amiga saudade de um jeito rápido e eficaz? Você tem a coragem de procurar essa certa pessoa?

Questionamento que está sempre presente, ‘’corro ou não atrás da certa pessoa?’’, porém ele não deveria existir, o questionamento certo é: ‘’Vale a pena?’’ . Com o primeiro nós focamos a pessoa e no segundo deixamos o foco em nós mesmo e é aí que eu lhe dou um conselho, deixe SEMPRE o foco em você, desse jeito estamos optando por aumentar nossa felicidade, fazer o que nos faz bem, pois ao estarmos bem com nós mesmos fazemos as pessoas que estão em nosso redor felizes também.

– Giovanna Melo

Secret valentine

E ele era feito de meias palavras, meios sorrisos, meias conversas, meios abraços, meias atitudes, pessoa instável, essa seria a sua definição, talvez por ser livre demais não consegue se decidir, ou talvez por não ser tão livre assim e por falta de prática não consegue. Quem sabe. O mistério o ronda, uma suposta neblina está em seus olhos e faz com que ela não consiga desvenda-lo. Quando diz que sim, parece que diz um não, quando diz que quer parece que diz que não quer, quando diz que sente falta parece que diz que não sente, ele é o mistério em pessoa, ela não sabe se acredita em suas palavras e não leva em conta seus gestos ou se acredita em seus gestos e não leva em conta suas palavras, ela realmente não sabe, ela pensa sempre sobre as atitudes dele e ainda não chegou em uma conclusão, bom, na verdade, ela chegou em uma, mas não sobre as atitudes dele, apenas em relação sobre o que ela pensa dele, ele não precisa dela como ela precisa dele, ele não a quer em sua vida como ela o quer, ele não a vê como ela o vê, ele não quer ter ela como ela quer ter ele, ele não a sente como ela o sente, ele não fica com ela como ela fica com ele. Mas calma, isso era apenas o que ELA achava e não a realidade. A verdade era que ele era feito de meias atitudes por não ter certeza o que ela acharia dele fizesse aquilo… Se não fizesse aquilo…Se fizesse aquilo de um jeito…Se fizesse aquilo de outro jeito… Sim, ele era tímido, mas a amava, sempre amou, em sua cabeça a pessoa instável era ela, a pessoa de meias palavras, meios sorrisos, meias conversas, meios abraços, meias atitudes era ela, ele não fazia a menor ideia dos sentimentos daquela menina. E assim ficaram os dois, por falta de 3 palavras cada um ficou em seu canto achando a mesma coisa um do outro e sentindo a mesma coisa. Se algum deles tivesse a atitude, a coragem de falar essas 3 palavras talvez essa história poderia ter sido diferente, mas, não foi.

– Giovanna Melo

In a quiet room

Ele precisa de uma quarto quieto com uma tranca na porta, apenas um quarto vazio e limpo, tocando um velho violão com sua palheta já gasta com o tempo, preta, ele toca enquanto pensa em tudo o que já passou, tudo o que já vivenciou e está vivenciando agora, pensa no certo, no errado, no sensato e insensato, no passado, presente e também no futuro, o que será de sua vida agora? O que ele fará? Viverá na mesma? Ele quer mudar, mas como ele mudará? E o silêncio continua, nada o incomoda, ouve apenas o som das cordas de seu velho violão batendo em suas unhas, um ritmo tranquilo, ele nunca se apaixonou mas sabe o que é o amor, ele não se importa com isso, não se importa com os outros, apenas com ele mesmo e no que fará, ninguém se manifesta…

– Giovanna Melo

Texto dedicado a pessoa mais especial da minha vida, Jurandyr Freire. Vô, eu te amo.

A viajem

Saí de Ituaçu, no estado da Bahia no dia 27 de setembro de 1952, fui em busca de uma vida melhor, viajando em um pau de arara, ou seja, um velho caminhão, sob estrada de chão, asfalto não tinha não, chegando em São Paulo, no meio da escuridão, fui morar em um depósito de papelão, precisava de um trabalho na mão, encontrei, fui trabalhar em uma fábrica de prego, a refeição era banana e pão, tempos difíceis como este espero que nunca voltarão, saindo da fábrica de prego fui trabalhar na Rochedo, onde fabricavam bacia, panela e caldeirão, fui morar na Vila Rosa, eletricidade não tinha não, a iluminação era com lampião, no dia 31 de dezembro de 1959, chegando do serviço a Light estava no portão, ligou a eletricidade, saímos da escuridão, aí em diante as coisas foram melhorando, encontrei uma pessoa amiga que me alegrou o coração. era Ester, colega de minhas irmãs, após dois anos de muitas tardes inteiras apenas jogando conversa fora, nos casamos, tivemos 4 filhos, dois meninos e duas meninas, me lembro até hoje do nascimento de cada um e do quão emocionado eu fiquei ao ve-los nascer. Já se fazem 48 anos, tenho 3 netos, hoje em dia meu bem maior é minha família, já me aposentei, mas continuo trabalhano em um depósito de materiais de contrução, todo ano pego férias, viajando de trêm, ônibus e avião, já conheço vários lugares, Fortaleza, Maceió, João Pessoa, Salvador, Recife, Natal, mas minha grande fixação é a Bahia, fui várias vezes em minha cidade natal e toda vez que piso no chão de Ituaçu todas as coisas que vivi lá voltam instantaneamente em minha mente, todas as alegrias, tristezas, todos os momentos de insanidade e companheirismo, absolutamente tudo, e hoje em dia ao relembrar toda minha jornada de vida, eu vejo que apesar dos pesares ela foi boa e não, eu não me arrependo de ter feito nada.

Giovanna Melo