Living in the gray city

Em uma cidade de loucos e santos ninguém se destaca, todos passam despercebidos pela grande mancha cinza que nos rodeia, uma mancha que encobre a verdade, encobre faces e disfarces, mancha essa que preenche o vazio que causa a multidão sem conteúdos e princípios, sem razão e nem moral, sem absolutamente nada, feita para ”reparar” estragos e defeitos, mancha que disfarça atitudes imorais, o único jeito para todos acharmos que vivemos em uma sociedade de olhos e braços abertos é através desta grande mancha cinza.

– Giovanna Melo

Timing

Ele: – …..Oi

Ela: – Oi, quanto tempo que não te vejo, você sumiu, por onde andou?

Ele: – É, eu dei uma sumida sim, é que eu estava pensando.

Ela: – Pensando em o que?

Ele: – Em nós.

Ela: – Nós?

Ele: – Sim, eu preciso te dizer algo, é importante.

*o celular dela toca*

Ela: – Alô? Oi amor, você demorou para me ligar. Eu já estava morrendo de saudades. Eu te amo

*desliga o celular*

Ela: – O que você queria mesmo me dizer?

Ele: – Esquece, não era nada.

E ele vai embora, com todas aquelas palavras que ele iria dizer já gravadas em sua mente por causa de todas as semanas que ele passou decorando, ele caminhava e repetia para si mesmo… ”Eu queria dizer que eu me sinto bem quando estou ao seu lado, consigo ser eu mesmo, sem ao menos me esforçar, eu sou mais feliz contigo. Seu sorriso me transporta para outro universo, meu coração dispara quando eu penso em você, quando você me toca meu corpo inteiro começa a formigar e eu acho que só há uma razão para tudo isso, amor, isso, eu te amo. muito.”

– Giovanna Melo